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quinta-feira, 13 de junho de 2013

O estrangeiro [música: Caetano Veloso






     A música do disco "O estrangeiro" que atende a mesma faixa "O estrangeiro" de Caetano Veloso, músico e compositor baiano, traduz elementar acervo da poesia tropicalista que o Brasil construiu com sua arte moderna.
     Composta de verso a seixo livre, ritmadas a compassos equivalentes ante magnífica espontaneidade e forte conteúdo crítico social.
     Marcada por uma época, segundo qual a padronização dos movimentos culturais e os mimetismos de mercado estavam entrando no processo de produção cultural em hiper escala, todo o sentimento de indignação com os desvelos da sociedade hierarquizada estão presentes em seus versos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sara : por Isabel Pérez Lima - Galícia, Espanha

    

     A pintura com seus contornos nasce de um hemisfério intelectual que o retratista percebe numa simples fotografia ou originalmente compõe em seu imaginário revelando na percepção a possibilidade em cada traço.
     Este trabalho artístico de Isabel Pérez Lima, uma pintora artísta plastica da Galícia na Espanha, revela a morfologia sensual de cores que conectam-se com pigmentações neuro-sensoriais, quando a retina se recusa a fugir de sua beleza.
     De análise de seu blog artístico "www.iplima.blogspot.com", o concentrar avido de cores revela sensíveis parâmetros em possibilidades: ora com fundos que parecem malhas tropicais e tecidos estampados - outrora, com montagens que espreitam perspectivas quadrantes comportadas aos olhos. Primorosa alusão e efeito vivo, Sara é um retrato feminino cabal de mulher bela.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Estátua de São Bento

   

     O enquadramento artístico é o absoluto prisma que um autor, escultor, pintor ou arquiteto almeja na construção de sua obra. Em via de originalidade o recorte equilibrado torna sóbria qualquer obra de arte: eis a estátua de São Bento na capela do Colégio São Bento no centro de São Paulo.
     A versão dialética que opine seu formato não pode negar que seu porte em tamanho e escala natural traduzem uma exemplar e esplêndida obra de artes plásticas.
     Seu escultor na construção de suas características fora fiel mais ao aporte humano e sequencial, que ao peso da figura católica presente na história de construção da comunidade paulista do Brasil colônia. O retrato é visto dispersamente por muitos cotidianamente e rende-nos cá observação primeira.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Navalha na carne (Plínio Marcos)


                                                                                   Fonte: www.costanorte.com.br
     Esta encenação dramaturgica da obra de Plínio Marcos revela um murmúrio sincero na vida do subúrbio. Carregado de realismo e drama, se passa no muquifo de uma prostituta, onde seu parceiro estabelece um conflito existencial.
     Ambos discorrem sobre suas vidas, sempre amparados pelos seus próprios valores; carregados do sofrimento e alheios a qualquer moral incomum. Rompem o silêncio numa indignação brutal e extrapolam contra a falência pessoal de cada um.
     Tal peça limitada de conservadorismos, rende quem assiste de fatal engodo, segundo a própria condição da conhecida "boca do lixo" nos arredores santistas do cais; porém podem muito bem representar a mesma alienação na atual cracolândia no centro de São Paulo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Alto de São Benedito

    
    O passado vem aos dias de hoje carregando marcas que a história não consegue apagar. O brilhantismo da memória, a coragem de heróis, e o martírio de homens que sacrificaram uma vida por amor; ao que escreveu-se na peça,  pela citada redenção de São Benedito.
     A figuração da trupe quilombola de Teatro de Helvécia na Bahia aponta no alto representado, a voz dos remanescentes africanos da história do Santo negro da Igreja Romana. O exemplo de dignidade na trajetória do santo ilustra uma vida devota aos princípios franciscanos.
    
     O cenário, recorte e roteiro são diametrais do discurso de resistência do activismo social negro em favor da liberdade ... Salve e salve!

sábado, 28 de maio de 2011

Grafite no Vale do Anhangabaú

    

     Para o esplendor da arte, a cultura circunavega os mais diferentes e recônditos espaços da sociedade, florescendo entre pobres e ricos, sem escolher classe social, entre o povo e perto de seus olhos.
     É por certo, o caso deste belíssimo grafite de uma fachada lateral n'um edifício no Vale do Anhangabaú no centro da capital de São Paulo no Brasil. O trabalho de extrema perícia, lembra a grandiosidade da vanguarda renascentista italiana das grandes pinturas e murais do passado.
     Com exemplos deste, a pintura, a expressão poética, e a extrema e elevada ousadia, emprestam um rigor de harmonia e visionismo; onde a coragem e a presteza são elementos de criatividade, seguindo ao arquétipo da arte das ruas.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ponto de vista

    
     Por esta produção cinematografica desafiada pela banalidade do gênero moderno dos filmes de ação em geral, eis uma tentativa bem sucedida do que se pode denominar recortes individuais de um mesmo roteiro, que numa idéia principal fora subdividida a vários ângulos da mesma visão.
     O diretor (Pete Travis) por certo deferiu o prisma central detalhando a cada interpretação uma nova resposta ao epicentro do roteiro. E assim, ao fim de cada quadro, se poderia entender uma nova resposta.
     Por se passar o ideal de uma guerra psicológica entre um grupo ideológico e as grandes nações do mundo, salta a discussão sobre qual ideal realmente valerá a pena, sendo que para ser atingido, a vida vem a se tornar algo descartável e sem nenhum valor.