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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Retorno a Howard End

  


     Marca o cinema desta obra, uma crítica construtiva aos apelos da sociedade de classes; o viés marcante do enredo, denota os problemas sociais na Inglaterra do início do século vinte.
     O esteriótipo do machismo qual um milionário aristocrata é contrabalanceado pelo humanismo de sua nova esposa. A linha seguida no roteiro, leva a protagonista do filme a uma luta na indiferença qual os preconceitos da sociedade a submetem.
     Por outro lado, um trabalhador que vive no subúrbio, rodeado pelos problemas de uma estirpe, se vê vitimado pelo egoísmos dos aristocratas ingleses. Ante sua tentativa de rompe seus desafios, é abatido pela cruel ignominia do filho do milionário aristocrata. Vale a medida, e as lições humanas da obra.

Bastardos inglórios

  

     O conjunto deste tipo de cinema é contraditório. O autor, ao que parece, ou talvez aquele que dirigiu, perdeu a chance de reproduzir a importância do tema: com devidas reflexões sobre o assunto ao mundo.
     Ante o libelo, a violência explícita, retirou do martírio judaico e do sofrimento qual o grupos étnicos sofreram, a possibilidade da constituição qualquer, de reparação, ou ainda, talvez sem o apelo de vingança: remediar o mal com o bem.
     Muito já se fez ante o tema, mas a indústria cinematográfica, versou ignobil, como carrasca, daquilo qual, a realidade fora submissa; ou em outras vezes resiliente frente o mal.
     Enseja tal filme uma proposta vingativa de cunho também imoral; como se furtar de alguém rico, reparasse o furto contra o pobre. O recorte gráfico e de figurino fora exemplo, como tudo que empreende bom investimento.

domingo, 31 de outubro de 2010

O homem com a câmera

Filme: O homem com a câmera

       


     O poema em cinema é o recorte qual o diretor russo utilizou; sem atores profissionais, sem roteiro, um cenário, e ainda assim conseguiu imprimir a imagem reflectida, grande reflexão.
     Como paralelo, as imagens comuns do cotidiano da época, trazem a quem assiste, o grande panorama da vida nas cidades. Sendo que, o olhar humano em movimento, mostra a repercussão das coisas como indissociáveis da natureza humana.
     O espelho, talvez, seja o traço marcante, para refletir a vida na metrópole escolhida como tempo para a narrativa cinematografica. Por tal observação, vale o tempo, como discrição poética de uma época.
     As cores expostas, num filme preto e branco, do cinema primordial e épico, antigo e inaugural, inigualável e criativo, são a denominação do sentimento que insurge, àqueles que assistem a trajectória da vida naqueles instantes.

Derecho de Familia

Película: Derecho de familia





     Esta película do cinema argentino revela o panorama individual de um jovem advogado, que no cargo de defensor popular, tenta se afirmar ante o serviço público, em paradigma da advocacia privada exercida por seu pai, também advogado.
     A corrida do cotidiano vai moldando o caráter do protagonista, que enfrenta pessoalmente os problemas e responsabilidades de sua família, os quais aprimoram seu carater e delineiam reflexões próprias.
     Envolvido, no entanto, na profissão, negligencia o amor ao seu pai, valendo a perda como uma possível lição de vida, que o aprimora humanamente.
     Levado pela reflexão, passa a ter mais tempo para a família e a casa (mulher e filho) revelando que nenhum sucesso compensa a frustração familiar.

O pianista

Filme: O pianista




     Aqui a aventura pessoal de um pianista judeu polaco é desmistificada no sofrimento do combate e, torno da resistência judaica e do exercito russo, durante a segunda guerra mundial.
     Envolvido pois, na luta pela sobrevivência, o poético e o acaso se encontram numa Polônia destruída e sensivelmente traumatizada, pelos horrores da crueldade nazista.
     Mesmo então, o pianista percorrendo os campos de guerra, de esconderijo a esconderijo, ainda restou a si mesmo, a enorme sensibilidade de expressar seu martírio às obras de Chopin no piano.
     E assim, portanto, o drama revela a história real do terror qual um judeu artista enfrenta ao perder sua família, a desnutrição, e o terrorismo psicológico da reclusão dos guetos de Varsóvia.

O leitor

Filme: O leitor




     Tal película, antefaz o espectro entre um drama irônico entre a vaidade pessoal de uma mulher (segurança da guarda nazista) e o analfabetismo romântico de quem tem um bom coração.
     Com o fim de obstacularizar as consequências de um julgamento, fica o ator protagonista do enredo, entre o dilema da paixão juvenil e seu estudo coerente sobre leis na Alemanha pós-guerra.
     Em cima do muro, o estudante de direito, observa o julgamento de sua amante, e a culpabilização da mesma corte, sem que a inexperiência do jovem direcione a paixão contra a força da opinião pública.
     Com o passar dos anos, mais velho, o ator protagonista, entabula correspondência com a detenta, e a alfabetiza por meio de fitas cassetes, até o drama final da obra.

Gabbeh

Filme: Gabbeh



     Nesta obra cinematográfica, possivelmente, a cultura ganhou um esplêndido exemplo de como se pode reunir poesia e cinema. O ideal cinematográfico foi lírico e exuberante, social e clássico.
     Diante de uma tribo nômade, que percorre o sudeste do Irã, um clã com seus problemas, apresentam uma lição de boas maneiras.
     Entretanto, o lampejo de poesia qual se desenvolve o enredo, a partir do processo de tecelagem dos tapetes persas, faz o problema da extinção desta cultura parecer irrelevante.
     A pessoa humana, aliada a seus hábitos, é levada ao extremo ao sentimento, na peregrinação de vila a vila, quando o valor do costume é posto a prova, pela necessidades orgânicas do ser humano.